segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Reconstruindo o Brasil

Reconstruindo o Brasil
Por Marcelo Caus Sicoli*
Hoje faço análises diversas na condição de “brasiliense e brasileiro”.  Por minha formação acadêmica/profissional  vejo temas pelo contexto macro em que estão inseridos.
Minha infância foi marcada pelo herói Rambo e seus filmes e desenhos. Máquina de guerra, muitas vezes solitário, movido por coragem e ideais de patriotismo e amor ao seu país.
Escrevo para publicações especializadas em condomínio/mercado imobiliário e  ministro palestras;  repito que não promovo/vendo nenhum produto/serviço relacionado a este universo; não tenho nenhum vínculo político/partidário, o que em tese me confere isenção para falar do tema.  Há muitas associações (e empresas disfarçadas) ligadas ao universo condominial com interesses diversos: políticos, comerciais e também acadêmicos e sociais sinceros: ASSOSINDICOS, ABRASSP, ABRASINDICOS, CONASI, SINDICONDOMINIO, ABADI, SECOVI etc. Num horizonte de curto prazo algumas deixarão de existir, assim como prestadores de serviço e jornais/websites deste segmento, que nascem e morrem com grande dinamismo. Seminários e palestras acontecem mensalmente.  Muitas são boas e gratuitas, recomendo. Por vezes repetitivas, no entanto.  
Porém, há tempos tento identificar feitos práticos/tangíveis destas entidades, além dos treinamentos e tenho dificuldades. Dica: tomem a frente, mobilizem a sociedade civil, os engenheiros agregados , síndicos -lideres de microuniversos- e seus condomínios e façam algo por nossa cidade.  Vamos levar um exemplo do centro da capital federal para o resto do país e fazer iniciativas como a reconstrução do viaduto que caiu ? Obter autorização dos órgãos públicos, arranjar doações da comunidade e de empresários, juntar voluntários e tocar pequenas obras ?   Mostrar que não precisamos de Governo para avançar agendas importantes. Qual  entidade vai liderar a missão?  Ajudar a COOPERCOCO do Riacho Fundo que está há 10 anos tentando iniciar a tarefa de reciclar mais de 2 milhões de cascas de coco produzidas no DF por mês e gerar interessantes subprodutos que podem com maestria serem usados na construção civil e condomínios. Iniciar uma escola de marcenaria para jovens em busca do primeiro emprego. Lutar pela preservação do cerrado a beira do Eixo Monumental, com o grupo dos amigos do Parque das Sucupiras, contra a expansão do Setor Sudoeste. Causas concretas precisando de incentivo e apoio existem aos montes.
É carnaval. Isto é problema do Governo. Não somos ONG. Amanhã tem jogo do Flamengo. Hoje tem big brother. “Alguém” está cuidando disso. É dia de cerveja com os amigos. Continuemos pensando assim e o Brasil, não fica na mesma, e sim  afunda ainda mais.
Frase da Bíblia que de forma recorrente vem a minha mente não está entre as top 10 ou mesmo top 30 na preferência dos seus leitores :  Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito
Ganhei  prêmios internacionais e  nacionais em 2017, por aspectos de sustentabilidade em uma obra. Divulguei a publicações brasileiras, para disseminar o  conceito e motivar outros gestores prediais a fazerem o mesmo. Chamou atenção a total falta de resposta ou frieza de alguns websites, redes de TV ou publicações locais. Falta de profissionalismo, eficiência e/ou educação. Desprezo com a sustentabilidade do planeta.   Uma jornalista me ligou e na primeira frase: “Quero você como nosso ANUNCIANTE”. Achei boçal.  Contatos múltiplos  que tive com entidades de todo mundo, geraram maior índice de resposta e interesse. Isto é: O marido que agrediu a mulher em Samambaia, o assassinato no Paranoá ou as crateras de Vicente Pires são mais importantes ou dão mais “retorno”. Em condomínios geralmente só notícia ruim é veiculada .
Onde estão os homens (e mulheres) que assumem a responsabilidade, tem sede de desafios e entregam o resultado final? Precisamos de notícias boas. Sementes do bem. Disseminar exemplos positivos. Mostrar um país que funciona. Idealistas, sonhadores, realizadores, visionários do Brasil avancem as tropas!

Um importante professor e consultor educacional  me relatou  sua viagem recente a Boston (sede de Harvard e MIT) e desabafou: “estão a mais de 30 anos a nossa frente. O Brasil está perdido”. Eu  me esforço para mudar este destino, imbuído de motivos fora de moda como patriotismo, solidariedade e senso de coletividade, e você? Leitor(a), mande seu comentário quente ou frio sobre o tema.
*Síndico do Centro Clinico Sudoeste(Brasília-DF), consultor internacional e corretor de imóveis. E-mail: sindicoccs@outlook.com


quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

The end of the largest dumping ground in Latin America

The end of the largest dumping ground in Latin America
Marcelo Caus Sicoli*
In November 2017 in London(UK) , I was extremely happy to receive an award from CIWM(Chartered Institution of Wastes Management ):  Best Resource Project by Facilities Management, representing the building which I manage, in Brasilia, capital of Brazil.
Inaugurated on April 21, 1960, by then-President Juscelino Kubitschek, Brasília is currently the third largest city in Brazil, just behind Sao Paulo and Rio de Janeiro. The city had the highest rates of development and quality of life in the country in 2016.
Although a rich,  modern and planned city,  for many decades, we had the largest dumping ground in Latin America, the second largest in the world.  The “structural dumping ground” (lixão da estrutural) was only 20 kilometers away from the very central part of the city where the Brazilian congress, Brazilian Supreme court and the presidential palace is located. The area had around 200 hectares.
The site receives 2.2 thousand tons of waste from households per day and at least 5 thousand tons of building rubble, which is equivalent to an average of 7.2 thousand tons of garbage per day.
After many tries, it was finally closed on January 20th 2018, after 60 years of activity. Out of curiosity, I searched on youtube for some videos. It is scary to see thousands of people searching for recyclable items (especially plastic and metal) working day and night among the mountains of trash of any kind watched by vultures.
The initial objective was to have the plant decommissioned in the second half of 2017, but, in agreement with cooperatives of waste pickers, it was decided that the project should be postponed to allow time to reach the equipment that makes up the sheds. In addition, they received a claim from the collectors that the proposed value for the payment of separate waste, of R$92(US$ 29), would not imply a fair payment to them. Thus, the government guaranteed that the amount paid to cooperatives per ton of waste treated, would increase to R$ 300(US$95), on average.
In addition to the amount paid per ton of material collected, the collectors received a training grant in the amount of R$300(US$95) and a financial compensation grant, destined to 1,200 collectors, in the amount of R$360(US$114), and also the value of the sale of the material which, according to the governor, will generate an average income of R$ 1,300(US$412) per person, with a workload of 4 to 6 hours per day, for five days per week.
Two years ago, the government hired four garbage collectors' cooperatives to make the selective collection in five regions of the Federal District(Brasilia). Currently, there are 22 cooperatives with 28 sorting and selective collection contracts. There are 11 cooperatives collecting 15 in cities of the state and 17 sorting waste. The capital has selective collection that serves 28 administrative regions and 70% of the population. According to officials, by the end of the government in 2018, they will reach 100% of the urban area of Brasília.
With the dump deactivated, the government will establish the destination of the land. Studies will be hired and the space will continue to receive construction waste until the completion of public bids for the screening areas for these materials.
This has a connection with law 12305/2010, which  Institutes the National Policy on Solid Waste in Brazil.



*the author is  a member of CIWM, which is located in London. Based in Brasilia-Brazil, he is an international consultant, real estate agent and building manager of the Southwest Clinical Centre. Also the Director of international affairs of ABRASSP(Brazilian Association of Building managers). E-mail: sindicoccs@outlook.com

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